quinta-feira, 26 de novembro de 2015

As dificuldades

Hoje nós e o Nicolas, indo aos atendimento de crianças especiais, vejo o quanto é difícil para a maioria das mães reconhecer ou aceitar a diferença de seus filhos, uma grande parede que a sociedade ajuda a aumentar, a esconder evitar falar reconhecer que seus filho são diferentes sim, porém são crianças incríveis, tem tantas coisas a nos ensinar, ensinar mais do que uma criança que não é portadora de nenhum diferença e que é normal tudo que ela vai aprendendo, para nó cada atitude, cada aprendizado é como se fosse um piloto de formula 1 chegando em primeiro lugar, nossos corações se enchem de orgulho ao ver a força de vontade, a luta interna de externar que ele pode que é um ser humano capaz de superar qualquer barreira e ser excelente em suas habilidades como qualquer um de nós.

O que você faria?


Quando a escola omite na maioria das vezes, quando acontece por mais de 6 vezes, quando não se faz uma reunião com os pais, quando você sabe que seu filho não age assim, e quando se tem o relatório da escola que seu filho não interagem com os colegas e isso acontece?
Me arrependo muito de ter matriculado ele numa escola que ele não queria estudar. Ainda não achei a foto de um machucado, que ele passou dias sem poder comer direito, porque a pele do lábio superior por causa da pancada saiu... 
Nunca vieram me chamar atenção por ele ser violento ou ter agredido algum colega de classe.
Quem conhece meu filho, sabe o quanto ele é amável, tem seus momentos de fúria, mas não externa em outras pessoas.
Pessoal que mora na Cohab I, II e Sinhá Sabóia e que seus filhos estudam em escola particular, pensem, investiguem, converse com pais, veja se a escola tem reuniões frequentes, se há relatório bimestral, escola que ausentam os pais da convivência escolar, é deixar seus filho no escuro.

Por Ana Paula Cavalcante

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Como tudo começou...

Olá!
Ainda estou me fazendo mil perguntas, de como irei iniciar as postagens aqui no blog, pois tenho tantos assuntos para dividir como vocês, como é ser mãe, como é receber o amor como mãe, como é pensar no futuro de mãe, como é ter um filho autista, como descobrir, quem procurar, como lhe dar, como é difícil, porém como é gratificante ver sua evolução, Ah! E como é ter uma pessoa super, hiper sincera e emocional.
Vamos lá vou começar a falar como é complicado você distinguir nos primeiros anos de vida.
Quando soube que ia ser mãe foi só alegria, porém com muitos enjôos e a descoberta que iria tomar muitos comprimidos até o Nicolas nascer, pois descobri que tive toxoplasmose antes da gestação e para que meu filho nascesse com saúde tomei muito comprimidos... Sou casada com um homem muito dedicado e pelo desejo que sempre teve de ser pai, ele é essencial em nossas vidas, sempre fazendo o possível e impossível por nós, pela família, pelo nosso bem estar.
O Nicolas nasceu uma criança cheia de saúde e lindo, eu sempre me dedicando a ter uma criança sempre ativa e esperta, sempre estimulando ele a tudo tanto é que com quatro meses ele já sentava com 10 meses ele já dava seus primeiros passos, isso me enche de orgulho, com seis meses ele já balbuciava mam mam... Tirando o desenvolvimento motor, as atitudes dele como balbuciar era como se ele esquecesse, não falava mais, mais até aí nada demais...
Uma criança amável, carinhoso demais, não era uma criança chorona, aliás, até hoje ele não é de chorar, mas com dois anos o Nicolas pouco falava, com três também, falava mais comigo até porque passa maior parte do tempo comigo e eu sempre levando em pediatras diferentes e nada, diziam que é normal, na escola diziam que ele era tímido, sempre notei a dispersão dele, relatava até que levei a um pediatra com especialidade em neuropediatra, ele disse que tinha algo diferente, há tempos eu já vinha pesquisando, você deve estar a se perguntar como? Pelas atitudes dele eu pesquisava sobre comportamento e síndromes, via muito nele sintomas de déficit de atenção, tinha atitude autista, mas preferia achar que fosse apenas déficit de atenção, até que o médico encaminhou para estudo indicando para ele ter acompanhamento de uma fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e uma psicopedagoga. Essas profissionais já detectaram, mas não me falaram nada antes de uma parecer de uma neuropediatra, que me falou que ele tem um espectro autista e que ele ainda não está fechado no mundo autista, foi aí que vi que precisava segurar essas portas com muita paciência e muita inclusão para a vida dele.
Ele tem fixação por filmes e reproduzir todas as falas e gestos, compreende tudo que falamos, tem problemas de prestar atenção, ele fica atento a tudo que está em volta dele, destemido, adora esportes radicais, não tem senso do perigo como atravessar uma rua ou sair correndo no meio dela...

Hoje ele é acompanhado por vários profissionais com os atendimentos necessários e vou sempre postar aqui algo sobre como é ter um autista, como lhe dar, o que devemos saber.